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quinta-feira, 10 de março de 2011

Tempos distintos marcam a vitória da Cabofriense


Time foi muito mal no primeiro tempo e reagiu no segundo tempo


Quem assistiu Cabofriense e Resende viu dois tempos distintos do tricolor praiano na partida. No primeiro tempo os donos da casa foram muito mal, e era visível o nervosismo nos jogadores.

A equipe pouco ameaçou o Resende e ainda viu o adversário abrir o placar, com Elias. Ditando o ritmo da partida, o Resende estava melhor postado em campo e poderia ter saído com um placar ainda melhor para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, a entrada de Assumpção mudou a parida. Jogador rápido, de grande técnica, participou diretamente dos dois gols da Cabofriense. No primeiro, deu passe para Léo Itaperuna dividir com o goleiro e os zagueiros e empurrar para o gol. No segundo, deu excelente passe para Arílson bater cruzado e o goleiro Eduardo espalmar nos pés de André Paulino, que mandou a bola para o fundo das redes, virando a partida.

A equipe teve calma, esteve melhor postada em campo, soube atacar organizadamente e depois que construiu o placar, soube segurar o resultado, sabendo se fechar atrás e indo bem nas jogadas de bola parada.

Segundo os jogadores, o momento que o clube atravessa ajudou para o nervosismo no primeiro tempo. Já no segundo tempo, a rapidez do gol de empate foi importante para que a equipe tivesse tranquilidade para atacar.

- Um gol no comecinho (do segundo tempo) de um jogo complicado, com um resultado adverso, ajudou muito na evolução do time. Tanto que depois do gol nós pressionamos, ficamos em cima deles o tempo todo até sair o segundo gol. Assim que saiu a virada nós fechamos mais, nos recompomos ali atrás - disse o lateral-direito Arílson, que sabe que o momento é de conquistar pontos e não de dar espetáculo.

- Sabemos do momento difícil que vivemos e temos que encarar a situação. Temos que nos preocupar primeiro em ganhar os três pontos, depois pensar em dar show, goleada. O objetivo que era os três pontos a gente já conseguiu naquele momento e por isso recuamos um pouquinho.

Para Zotti, o time entrou um pouco desligado em campo. A bronca no vestiário surgiu efeito e o time conseguiu a virada.

- Fizemos um primeiro tempo abaixo do esperado do que podemos produzir. Com a chacoalhada no intervalo nós voltamos mais atentos, com gana, com vontade. Não que tenha faltado no primeiro tempo, mas de repente deixamos um pouco a desejar. O gol no começo nos deu tranquilidade e motivação para buscar a virada, o que acabou acontecendo - concluiu Zotti.


sábado, 5 de março de 2011

Jogadores reclamam da arbitragem em Édson Passos



Pênalti para o América e gol anulado de falta foram as maiores reclamações

O árbitro André Rodrigo Rocha saiu com o ouvido quente de Édson Passos, na vitória do América por 2 a 0 em cima da Cabofriense, na quinta-feira (3). O juiz prejudicou a Cabofriense em dois lances capitais da partida e ouviu bastante as reclamações dos jogadores do tricolor praiano.

O primeiro lance contestado pelos atletas foi o pênalti em cima do lateral-direito Michel. O jogador invadiu a área e Éverton deu um carrinho para impedir o chute do camisa 2 adversário, sem ter encostado nele, mais o juiz, há poucos metros do lance, assinalou o pênalti. Diguinho cobrou, Flávio defendeu e no rebote, Hugo tocou para Diguinho, em impedimento, marcar o segundo do mequinha.

Mas o lance que mais causou revolta aos jogadores da Cabofriense foi aos 42 minutos do primeiro tempo. Falta lateral para o tricolor próximo da grande área. O meia Zotti cobrou direto para o gol e marcou, mas a jogada foi anulada pelo bandeirinha Sérgio Waldman, que marcou impedimento, sendo que nenhum jogador encostou na bola nem participou da jogada.

Após a partida, o lateral-direito Arílson reclamou bastante do lance e do trio de arbitragem, mesmo reconhecendo que o time não jogou bem, principalmente no primeiro tempo.

- A situação do árbitro acaba influenciando, porque teve a falta batida do Zotti, que ninguém encostou na bola e ela foi direto pro gol e ele anulou. Mas se tivéssemos nos postado de uma maneira diferente no início da partida, de repente o árbitro não iria influenciar. Jogando aqui, com o América precisando, acabou puxando um pouco pro lado deles – acredita.

Já para Diego Salles, a derrota não pode ser colocada na conta da arbitragem. Para ele, o América mereceu vencer e agora espera que o Resende pague a conta, na próxima rodada, na quarta-feira (9), no Correão.  

- Não tem muitas justificativas, não tem desculpas de árbitro, nós merecíamos perder hoje pelo que todos nós fizemos em campo, porque quando o time ganha, ganha todo mundo, e quando perde, não perde A, B ou C, mais sim todos também. O América fez por merecer a vitória e agora nós temos que descontar no Resende, com todo respeito a eles.